O governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), anunciou um investimento de R$ 6 milhões em pesquisas voltadas para o aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é promover inovações que melhorem o atendimento médico, otimizem a gestão hospitalar e aprimorem o uso de tecnologias na saúde pública do estado.
Os recursos serão destinados a projetos de diversas áreas da saúde, incluindo o desenvolvimento de novos protocolos médicos, ferramentas tecnológicas para atendimento remoto, inteligência artificial aplicada à triagem de pacientes e otimização da distribuição de medicamentos. Segundo a Fundect, os projetos serão conduzidos por universidades e centros de pesquisa do estado.
O diretor-presidente da Fundect, Rodrigo Camargo, destacou a importância da iniciativa. “Nosso objetivo é impulsionar a ciência aplicada à saúde pública. Queremos que as pesquisas tenham impacto direto na qualidade do atendimento e na eficiência da rede hospitalar do estado”, afirmou.
Foco em inovação e acessibilidade
Entre as propostas já aprovadas, estão estudos sobre o uso de inteligência artificial para agilizar diagnósticos, soluções para diminuir o tempo de espera em hospitais e aprimoramento no uso de dados para gestão de recursos na saúde. Além disso, parte do investimento será direcionada para pesquisas sobre telemedicina, visando ampliar o acesso da população a consultas e exames.
A secretária de Estado de Saúde, Cristina Torres, ressaltou que a inovação é fundamental para um SUS mais eficiente. “A pandemia nos mostrou a necessidade de investir em novas tecnologias para a saúde pública. Com esse aporte financeiro, podemos garantir um sistema mais ágil e acessível para todos”, declarou.
Os projetos selecionados receberão suporte financeiro para implementação e testes em unidades do SUS em Mato Grosso do Sul. Os pesquisadores terão um prazo de até dois anos para apresentar os primeiros resultados.
Para o especialista em gestão hospitalar Felipe Martins, investimentos como esse são essenciais para o avanço da saúde pública. “Quando unimos ciência e tecnologia ao atendimento no SUS, conseguimos reduzir filas, melhorar diagnósticos e salvar vidas. Esse é um passo importante para tornar a saúde pública mais moderna e eficiente”, explicou.
Fonte: Campo Grande News
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