Caos na Educação! Servidores Federais Paralisam Atividades e Ameaçam Greve em Mato Grosso do Sul!
Aulas suspensas, protestos e insatisfação: servidores da UFMS, UFGD e IFMS cruzam os braços e alertam que a paralisação pode se transformar em uma greve de grandes proporções caso o Governo Federal não atenda às reivindicações salariais.
Divulgação / Jornal Midiamax
Na terça-feira, 11 de março de 2025, servidores das instituições federais de ensino em Mato Grosso do Sul — Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) — realizaram uma paralisação de um dia em diversos campi do estado. A mobilização abrangeu unidades em Campo Grande, Dourados, Aquidauana, Corumbá, Chapadão do Sul, Três Lagoas, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba e Ponta Porã.
Em Campo Grande, a expectativa era de que 200 pessoas participassem da manifestação no campus da Cidade Universitária. No entanto, apenas 35 servidores compareceram. O grupo percorreu o trajeto do Ginásio Moreninho até o estacionamento da Pró-Reitoria, utilizando carros, caminhão de som e carregando bandeiras dos sindicatos envolvidos. Participaram professores, técnicos administrativos e profissionais das áreas laboratoriais e de informática.
A paralisação, de âmbito nacional, teve como principal reivindicação a implementação dos reajustes salariais previstos para 2025 e 2026, conforme acordos estabelecidos anteriormente. Até o momento, as negociações com o Governo Federal não avançaram, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que condiciona os reajustes, ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Lucivaldo Alves dos Santos, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), destacou que, caso o governo e os parlamentares não atendam às demandas dos servidores, a possibilidade de uma greve não está descartada. Ele afirmou que, diante de um possível endurecimento por parte das autoridades, o sindicato poderá mobilizar a categoria para uma greve mais ampla.
Adriana Maier, integrante do Sista-MS, ressaltou que a paralisação de terça-feira foi uma medida inicial e a greve será considerada caso não haja progresso nas negociações. Ela enfatizou que o objetivo não é prejudicar os acadêmicos ou a universidade, mas garantir os direitos previstos em lei.
As atividades acadêmicas e administrativas foram retomadas normalmente na quarta-feira, 12 de março. Entretanto, os servidores permanecem atentos às negociações e não descartam novas mobilizações, incluindo a deflagração de uma greve, caso suas reivindicações não sejam atendidas.
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