Em fevereiro de 2025, o Brasil registrou um saldo positivo de 431.995 empregos com carteira assinada, o maior da série histórica do Novo Caged desde 2020. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pelas políticas de reindustrialização do governo federal.
O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho expressivo em fevereiro de 2025, com a criação de 431.995 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O número representa o maior saldo mensal desde o início da série histórica do Caged em 2020.
A alta no número de empregos formais foi resultado de 2.579.192 admissões contra 2.147.197 desligamentos. No acumulado do ano, o país já gerou 576.081 novos empregos. Nos últimos 12 meses, o saldo positivo foi de 1.782.761 empregos.
O setor de serviços foi o grande responsável pelo crescimento do emprego formal, criando 254.812 novos postos de trabalho, um aumento de 1,1% em relação a janeiro. Outros setores também apresentaram crescimento significativo:
O salário médio de admissão em fevereiro foi de R$ 2.205,25, apresentando uma leve redução real de R$ 79,41 em comparação ao mês anterior (-3,48%).
As mulheres foram as principais beneficiadas com a criação de novos postos de trabalho, ocupando 229.163 vagas, enquanto os homens preencheram 202.832. Jovens entre 18 e 24 anos representaram a faixa etária com maior crescimento, com um saldo de 170.593 novas vagas.
Em termos de escolaridade, pessoas com ensino médio completo foram as mais empregadas, representando um saldo de 277.786 novos postos de trabalho. Já em relação à faixa salarial, empregos que pagam até 1,5 salários mínimos responderam por 312.790 vagas.
A criação de empregos foi registrada em quase todos os estados brasileiros, com exceção de Alagoas, que perdeu 5.471 postos de trabalho. Os estados com maior saldo positivo foram:
Os estados que apresentaram maior crescimento percentual na geração de empregos foram:
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu os números positivos à política de investimentos e à reindustrialização promovida pelo governo federal. Segundo ele, iniciativas como a produção nacional de equipamentos médicos e a implementação de medidas para a transição climática estão impulsionando a criação de empregos.
Apesar do saldo positivo em fevereiro, o governo alerta para a possibilidade de uma desaceleração na geração de empregos em março, devido a fatores sazonais. Ainda assim, a expectativa é que a economia continue em crescimento, reduzindo gradativamente o desemprego e o subemprego no país.